domingo, 10 de abril de 2011



Nesta semana o Brasil voltou-se para " A Tragedia em Realengo". Crianças choram, pessoas indagam: Por que? O que levaria uma pessoa a cometer tal atrocidade. O assassino é visto como um "ser de outro mundo" pela maioria, até entendo, não dá pra imaginar uma mãe que perdeu o seu filho nesta chacina questionar sobre o que o levou a fazer isso e compreender o ato.
 Só nos resta dizer que era um jovem perturbado e que dava sinais claros de adoecimento. Não da pra conceber uma vida isolada de amigos, namoro, vida social, como uma vida saudavel, vc pode até não ter apreço pela especie humana mas não dá pra viver só; somos seres sociaveis, chegamos ao mundo através de uma outra vida e assim seguimos, convivendo com o outro e aprendendo com ele.

(...) Assim, fazer o laço ao outro é uma saída a condição mortifera do eu sozinho, ainda que viver junto não seja vivente, pode vir a ser uma solução. Freud


Me preocupo com os nossos !! Vejo que as redes sociais tomaram conta das horas vagas de milhares de pessoas; o tempo que um jovem gasta no computador ele poderia estar em uma praça com amigos, sozinho observando os outros irem e virem, são coisas aparentemente superfulas mas que cultiva uma vida mental saudavel.

 A falta de segurança impede as pessoas de sairem de casa, para todos os lados que vc olha são predios e mais predios, crianças sendo criadas em condominios, crianças que não conhecem outra realidade que não seja a sua.A timidez encontra lugar mais confortavel frente á uma maquina que não poderá expressar sentimentos e emoções diversas para o seu interlocutor.E isso tudo proporciona uma vida isolada e perturbada, não dá pra ser simplista para explicar eventos como esses que nos impressionam.
 Nossos encontros se dissipam.
Refletindo sobre o assunto, ando encontrando respostas para alguns sonhos tão simples...acredito que ainda haja "vida" nas cidades pequenas...

um dia ainda me mando pra lá !!

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