segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Há quem diga que não tem coerência alguma

Eu quero mesmo é aceitar " o não querer".
Eu quero é poder viver o que penso e e seguir o coração que aqui pulsa.
...poder comprar uma boneca de pano no lugar de um livro "filosofico"; poder ler tudo sobre sociologia e as "tragicas" mudanças da sociedade sem perder as esperanças de que meus filhos irão soltar pipa e brincar de boneca ao invés de jogar ( sozinhos) horas e horas de game e andarem por aí cantando "pica,quica,sei lá o que na latinha; quero poder pensar em brinquedos e brincadeiras para crianças grandes; quero o mais puro e simples pensamento de todos, sim eu quero e MUITO.
Desejo risos, crianças brincando, crianças sendo crianças !!!
Desejo ardentemente não perder as esperanças e não perder a fé!
Poder me expressar exatamente do jeito que acho conveniente, sem enfeitar as palavras pra impressionar ninguém...e por fim... vou a cada dia cuidando que a essência não se perca no meio do caminho...que a minha incoerência jamais se torne coerente...pq o que eu desejo...há quem diga que não tem corência alguma...

Mas onde estou no meio disso tudo?

As coisas sérias andam me consumindo...
E a ausência de nomes pra descrever o que sinto é angustiante. Quando isso acontece lembro logo do que Valter ( professor) costumava dizer: Temos problemas quanto a "não nomear coisas e relações", não nos sentimos bem enquanto não nomeamos o que sentimos pq é muito mais comodo dá nome ás coisas e situações do que simplesmente aceitar o fato de que existem...Ele não falava exatamente com essas palavras, claro,rs mas era essa a mensagem que transmitia.Mas é assim que ando me sentindo...tentando dá nome ás coisas, investigando do que sinto falta, se o que eu sinto falta de fato já existiu em minha vida ou simplesmente sinto falta de algo que ainda não conheci, mas pela mera impressão de que já existiu antes...
Eu gosto da vida corrida, de tá com a cabeça cheia e sempre um objetivo a alcançar, mas confeço que isso cansa.
Nos tempos de hj viver tem sido cada vez mais dificil, somos cobrados o tempo todo a estarmos sempre de bom humor, arrumado, na moda, com um rostinho lindo e sempre um papo interessante. Somos "exigidos" a sermos "sempre nós mesmos", mas onde estou no meio disso tudo? onde estou quando na realidade o que predomina sobre a minha vida são as cobranças sociais?
As vezes penso na bendida pergunta do orkut,quem sou? rsrs nunca conseguirei chegar a uma resposta coerente, acho que ninguém, e se conseguir, acho que será algo preocupante...fico com o devir, essa pra mim é a melhor resposta.